Estabelecimento clandestino foi aberto há 2 anos
Quase 12 mil drogarias foram denunciadas em 2001; venda sem receita é o caso mais comum
LUCIANA MIRANDA

À primeira vista, a Drogaria Vila Campestre, no bairro de mesmo nome, zona sul, é uma boa opção para comprar remédios: simples, limpo e organizado. Nas prateleiras e no balcão, só remédios ou cosméticos, como manda a lei. Mas a drogaria é clandestina.

Apesar de funcionar há dois anos, não tem licença da Vigilância Sanitária nem do Conselho Regional de Farmácia. Para obter a documentação, é preciso ter um farmacêutico responsável, que a drogaria também não tem. Ontem, a reportagem do Estado acompanhou o trabalho de dois fiscais do CRF Foi a segunda visita do conselho ao local só este ano. Em 2001, foram seis inspeções.

Em cada visita, a drogaria é intimada a corrigir as irregularidades. Os problemas são encaminhados à Vigilância Sanitária, mas o estabelecimento continua de portas abertas.

Segundo um dos funcionários da drogaria, Severino Gomes, é difícil encontrar um farmacêutico que se disponha a trabalhar lá. "Eles querem ganhar sem ficar na drogaria o tempo todo." As drogarias são obrigadas a manter farmacêutico todo o tempo.

Além da falta de licença, os fiscais detectaram outro problema: na sala de aplicação de injeção, as agulhas descartáveis usadas são jogadas em lixo comum e não em uma caixa especial. (L.M.)


O Estado de S. Paulo 24 de abril de 2002
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