Medicamentos com preço maior só chegam
às farmácias em dezembro
É o tempo necessário para que os
laboratórios calculem e divulguem os novos valores
LUCIANA MIRANDA
Só no começo de dezembro é que os consumidores vão sentir o aumento de
8,63%, em média, no preço dos remédios. O valor acaba de ser autorizado
pelo governo, mas leva um tempo para que cada laboratório farmacêutico
faça seus cálculos.
Depois de calcular os novos preços, os laboratórios têm de enviar os
valores para a Câmara de Medicamentos (Camed), em Brasília. Lá, os novos
preços serão checados. Ao mesmo tempo, as novas listas de preço precisam
ser divulgadas para distribuidores e farmácias. "O aumento não vai para a
rua antes do fim do mês", diz Ciro Mortella, presidente da Federação
Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma).
O gerente-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
Pedro Bernardo, explica que o consumidor tem direito de consultar a lista
de preços dos medicamentos nas farmácias. Todos os remédios estão na
tabela, acompanhados do preço máximo que pode ser cobrado.
Para quem precisa comprar remédio, o médico José Antônio Atta, chefe
do ambulatório de clínica geral do Hospital das Clínicas, dá dicas que
permitem a manutenção do tratamento com um drible no aumento dos preços.
"A primeira recomendação é pedir que o médico prescreva o genérico."
Quando não há genérico do medicamento prescrito, o paciente deve perguntar
ao médico se há marcas mais baratas. "Por último, vale discutir com o
médico a possibilidade de fazer o remédio em farmácias de manipulação, o
que costuma ser mais barato."
Saiba como é a composição do preço dos remédios (em%)
| Industria | 47,3 |
| Governo | 22,9 |
| Farmácia | 21,8 |
| Distribuidor | 8,0 |
Obs: os valores são médios, pois alguns medicamentos têm isenção de PIS/confins
Fonte Ferederação Brasileira da Industria Farmacêutica(Febrafarma)
O Estado de S. Paulo 13 de novembro de 2002
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